PISCADAS [As imagens tem poder]

[]¹ Segundo Stuart Hall (2016) a mídia produz amplos efeitos na sociedade, relacionados a um determinado tipo de poder que se exerce no processo de administração da visibilidade pública midiático-imagética.

[]¹ A arte não existe para produzir o visível, e sim para tornar visível o que está além.
KLEE, Paul. Teoría del arte moderno. Buenos Aires: Cactus, 2007, p. 35.

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O Terceiro Espaço de enunciações constitui a condição prévia para a articulação da diferença cultural. […] É significativo que as capacidades produtivas desse Terceiro Espaço tenham proveniência colonial ou pós-colonial. Isso porque a disposição de descer àquele território estrangeiro pode revelar que o reconhecimento teórico do espaço-cisão da enunciação é capaz de abrir o caminho à conceituação de uma cultura internacional baseada não no exotismo do multiculturalismo ou na diversidade de culturas, mas na inscrição e articulação do hibridismo da cultura. Para esse m, deveríamos lembrar que é o “inter”, isto é, o entre-lugar, que, por constituir o cortante da tradução e da negociação, carrega o fardo do signicado da cultura. Ele permite que se comecem a vislumbrar as histórias nacionais antinacionalistas do “povo”. E ao explorar esse Terceiro Espaço, temos a possibilidade de evitar a política da polaridade e emergir como os outros de nós mesmos. (BHABHA, 2010, p. 69)

 

[]³ Segunda Homi Bhabha (1998), a mídia hibrizada ou convergente deixa de ser uma emissora (colonizadora) que produz informação ao receptor (colonizado), e passa a ser uma troca no que poderíamos chamar de Terceiro Espaço de enunciação.

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A expressão ‘tela ou ecrâ global’ deve ser entendida em vários sentidos. Em sua significação mais ampla, ela remete ao novo poder planetário da ecranosfera, ao estado generalizado de tela possibilitado pelas novas tecnologias da informação e da comunicação… Na vida inteira, as nossas relações com o mundo e com os outros são cada vez mais mediatizadas através de telas (…). Se convém falar de tela global é também em razão do espantoso destino do cinema, que perdeu sua antiga posição hegemônica e que, confrontado à televisão e ao novo império informático, parece um tipo de expressão ultrapassada pelas telas eletrônicas. (LIPOVETSKY, 2009, p. 23).

 

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Mas como a linguagem constrói significados? Como sustenta o diálogo entre participantes de modo a permitir que eles construam uma cultura de significados compartilhados e interpretem o mundo de maneira semelhante? A linguagem é capaz de fazer isso porque ela opera como um sistema representacional. Na linguagem, fazemos uso de signos e símbolos – sejam eles sonoros, escritos, imagens eletrônicas, notas musicais e até objetos – para significar ou representar para outros indivíduos nossos conceitos, ideias e sentimentos. (HALL, p. 33).

Para Hall (2006), o sujeito moderno se destaca por não possuir uma identidade fixa, essencial ou permanente. Como os líquidos, as identidades modernas estão sempre em movimento, tomando novos formatos – que logo serão perdidos para que outros assumam o seu lugar. Elas não se prendem a um único formato, uma única configuração: “o sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos, identidades que não são unificadas ao redor de um ‘eu’ coerente” (HALL, 2006, p. 13). Hall (2006) reforça esse sentido de contradição das identidades modernas. Para esse autor, se elas parecem unificadas, isso se deve a uma fantasia ilusória que o indivíduo forma ao construir a sua narrativa biográfica. Assim, a identidade moderna se constitui a partir da chamada “crise de identidade”.

Para Bauman (2005, p. 30), a partir do momento em que a identidade perde as âncoras sociais que lhe conferiam o aspecto de natural, inegociável e predeterminada, para o sujeito se torna ainda mais importante a identificação. Dessa forma, pensar em identidade só se tornou possível a partir dessa crise de pertencimento.

Leia em sobre Hall em:
https://tonaniblog.files.wordpress.com/2018/08/cultura-e-representac3a7c3a3o.pdf

[▶]¹ Assista a coletânea de episódios da websérie #índiadocschool:

[▶]² Assista ao clássico primeiro filme dos Irmãos Lumière “A chegada do trem a estação”:

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