O que as crianças querem para o mundo? Como as novas tecnologias podem se tornar instrumentos funcionais para as primeiras gerações? A falta do contato com a natureza está tornando-as vulneráveis na busca em se conhecer e se relacionar com o outro?

Com o objetivo de estimular a sensibilidade infantojuvenil em busca de inspirações para um mundo melhor, acreditamos na capacidade de o cinema e a educação promoverem experiências estéticas das mais diversas naturezas, que expandem a criatividade e provocam o protagonismo dos que acabam de chegar a um mundo em crise, cheio de desafios e descobertas. São tecnologias que permitem espaços de escuta lúdica para manifestação dos seus modos de ser e estar no mundo.

Uma pedagogia do olhar para um mundo tridimensional, que nos permite olhar para o mundo dentro de nós e também para o mundo fora de nós. Quando esses dois mundos se encontram, descobrimos que a união entre eles traz à luz um terceiro, e esse é o mundo que queremos.

Esses olhares são capazes de criar um mundo atento às subjetividades infantis, em comunhão com as poéticas da infância e sua relação com as realidades. Uma conexão profunda com a imaginação e seu potencial de invenção de paisagens próprias e compartilhadas.

Para alcançar essa universalidade, escolhemos símbolos que criam tonalidades para comunicarmos nossos valores. São eles o Coração, a Flor, o Beija-flor e o Sol, tão singelos e fortes na realidade e na linguagem do imaginário das crianças.

O Coração representa o interior de todos os seres e a comunhão por meio do afeto.

A Flor é a relação e o cuidado com a natureza e a sensibilidade.

O Beija-flor representa a liberdade de expressão, sua graça e autenticidade.

O Sol, por sua vez, é a primeira energia, a expansão da consciência, a curiosidade sempre em busca do novo.