“O que queremos para o mundo?” é o que crianças e jovens de 8 e 15 anos da Rede Municipal e Estadual de Cataguases, interior de Minas Gerais, foram convidados a refletir entre os dias 20 de Novembro e 6 de Dezembro de 2017, no PINA – Ponto de Integração das Artes, durante a exposição audiovisual “Estúdio Casa da Árvore”, promovida pela Cocriativa e patrocinada pela Energisa através da Lei Rouanet. O projeto conta com o apoio do Polo Audiovisual da Zona da Mata, da Fundação Ormeo Junqueira Botelho, do Instituto Fábrica do Futuro e da Prefeitura de Cataguases.

A exposição aconteceu no “Estúdio Casa da Árvore”, espaço cenográ co que reconstrói a casa da árvore presente no longa metragem “O que queremos para o mundo?”(Igor Amin, 2016, livre) e teve a mediação feita por alunos do curso de Pedagogia das Faculdades Integradas de Cataguases e do Colégio Cataguases que participaram de uma formação no mês de setembro.

A visita da exposição é feita em duas partes, sendo elas:

PARTE 1) CINECLUBE
Longa-metragem de cção com 70 minutos de duração, onde as crianças assistem o lme ou fragmentos do mesmo para gerar o diálogo após exibição.

Uma das ferramentas sociopedagógicas desta exposição audiovisual é o lme “O que queremos para o mundo?”. A partir dele, propomos um cineclube, um espaço para a discussão tanto de sua temática, quanto de seus aspectos técnicos. No Brasil existe agora uma lei, a no 13.006, que determina que “A exibição de lmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, duas horas mensais.” Esta inclui um parágrafo ao artigo 26 da lei 9.394, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Mais um motivo importante para o surgimento de propostas que vão além de uma simples exibição na escola, mais sessões que ampliam o olhar dos estudantes e colaboram para o processo de ensino-aprendizagem.

Assim como diversos filmes da cinematografia nacional, o longa-metragem “O que queremos para o mundo?” é a criação de um universo. Um universo a partir do ponto de vista de uma personagem. Nesse caso a menina Luzia. Daí nasce a essência do cineclubismo: provocar discussões e reconexões através de universos das personagens que foram criadas a partir de um ponto de vista. Quando se tem acesso à essa diversidade de olhares e é possível debater sobre elas, cria-se um caminho para o desenvolvimento de cidadãos críticos e com domínio cada vez maior da leitura de imagens. Em uma época de telas e imagens por todos os lados, essa é uma habilidade e um conhecimento essencial para qualquer formação humana.

Começamos então, o cineclube pelo nosso longa “O que queremos para o mundo?”. E que, a partir dele, você consiga usar outros lmes para tornar esse cineclube ainda mais diverso. A seguir, um texto sobre o lme e algumas sugestões de dinâmicas e pontos de re exão.

Trata-se de uma história narrada por Luzia, uma menina engraçada, espirituosa, cheia de opiniões – que, a partir de agora, vamos chamar de Luz. Mas toda essa energia está presa, dentro da cabecinha dela. Para o mundo, ela se apresenta como uma garota completamente introspectiva.

Na sua escola, o professor sugere um trabalho: os estudantes devem criar uma apresentação musical sobre o tema “O que queremos para o mundo?”. A turma é dividida em grupos. Luz é colocada em um grupo com a amiga Sol e outras duas colegas com quem não se dá muito bem, Bela e Lua. Porém Luz é a única menina que sabe alguma coisa sobre música. Esse é o ponto de partida para a jornada de autoconhecimento de Luz e suas três amigas ao construírem o “Estúdio Casa da Árvore”, espaço de cocriação musical das personagens no lme. Surge então nossa exposição multimídia inspirada em um dos temas do lme, a Construção Sustentável, e assim o convite para conhecerem a Parte 2 da exposição: Uma visita interativa ao cenário do filme.

PARTE 2) JOGO DOS MUNDOS

Ao chegarem no “Estúdio Casa da Árvore”, os visitantes são convidados a jogarem um jogo cooperativo, chamado Jogo dos Mundos, onde os jogadores recebem cartas com desafios para agirem diante cenários socioambientais e tecnológicos do mundo que vivemos. No jogo todos tem acesso a ferramentas materiais ou via aplicativo de celular como Cartas, Dados, Óculos Tapa-Olho e uma Claqueto-Câmera Imaginária, a única câmera no mundo capaz de tirar fotos da imaginação e filmar além do enquadramento.

O Jogo dos Mundos é um jogo cooperativo, uma brincadeira audiovisual, onde os jogadores são desafiados para agirem diante cenários socioambientais e tecnológicos do mundo que vivemos, os quais constituirão suas missões no jogo. Essas questões aparecem através de “Cartas Desafios” divididas em seis mundos, que estimulam o sentir, imaginar, pensar, dialogar e criar. “Cartas Inspiração” poderão auxiliar neste processo, sugerindo alternativas. E por fim, “Cartas Crie Você Mesmo” que trarão novas ideias para tornar o jogo mais divertido.

Para vencerem o jogo, os participantes precisam transformar os desafios em uma “Colmeia de Cartas” e apresentar um roteiro de uma história que ligue todas as ideias. Na sequência, os jogadores precisam fazer, da forma mais criativa possível, um ensaio para um filme improvisado, chamado “O mundo que queremos” onde os membros da “Equipe de Cinema” serão os protagonistas da história. Ao final da experiência, escreva numa folha um manifesto que represente a “moral da história”, capaz de inspirar uma ação que promova impacto positivo em sua escola ou sua comunidade.